segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sem bateria.

Embaixo da ducha morna, eu me sinto em casa, me sinto confortada, acariciada pelas gotas de água e aquecida com a temperatura que combina perfeitamente com a minha pele fria. A água deixa meus pensamentos menos anuviados, fazendo com que tudo fique mais claro, mais saudável de lembrar, não que tire as minhas duvidas, a dor ou o vazio que me toma, mas a água corrente ajudar a ‘recarregar minha bateria’ de certo modo.E é exatamente disso eu estou precisando, de uma recarga, uma recarga forte e robusta.Porque é isto que eu sinto, descarga total de tudo que habitava o meu ser.E isto meu chuveiro não conseguiu suprir, pois o vazio aqui dentro parece imenso, sem fim. Um vazio sem nada que o posso completar, é como se faltasse algo que está distante demais, impossível demais para fazer completo algo que é tão vazio, ou sem ... ah, é difícil demais descrever o vazio, complicado demais ; mas talvez nem seja preciso explicar. Quem se importa? É só vazio. Ó se fosse só o vazio, sem adição de dor ou de dúvida. Seria tão bom, não sentir nada, só vazio.Mas o vazio é cheio de agonia, de ansiedade, quase dormente, mas cheio de dor. Complexo e natural ao mesmo tempo, a morte em vida. É quase como não sentir o coração palpitar.

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